Biografia

Rui Carvalho - Natural de Portalegre – Alto Alentejo (1970). Licenciado em Educação Visual e Mestre em Ciências de Educação. Lecionou de norte a sul e ilhas. Formador de professores desde 2000. Organizador de diversos eventos no âmbito do ensino e dos Média. Docente na Universidade do Algarve, por um período de três anos, lecionou em Timor Leste, no projeto das Escolas de Referência. No seu percurso profissional a “Imagem”, a “Comunicação” e os “Processos Comunicativos” através da fotografia e do vídeo, desempenharam sempre um papel fundamental como forma de expressão e de entendimento do mundo.

Esse gosto e fascínio, principalmente pela fotografia, surgiu no final do ensino básico, na disciplina de Arte e Design. Na altura, a “câmara escura” da escola passou a ser o seu espaço criação e experimentação. Passava horas infindáveis a revelar, primeiramente, os negativos, de seguida transpunha essas imagens para papel através do ampliador e a magia acontecia com emoção em cada fotograma, que as soluções químicas faziam revelar. Bastavam alguns segundos para que, no papel fotográfico, surgissem rostos, paisagens e outros assuntos, resultado da luz exposta e da sensibilização dos sais de prata.

Todo o processo era feito como um ritual na penumbra da luz vermelha e repetido vezes sem conta até conseguir o resultado pretendido. Mais tarde, depois da sua formação académica, re(apaixonou-se) de novo pela fotografia. Tendo publicado uma reportagem fotográfica na revista “Ativa” e participado em exposições coletivas e individuais. A última exposição decorreu na Embaixada Portuguesa, em Bruxelas, evento associado aos 500 anos da chegada dos Portugueses a Timor Leste. Esta exposição contou com o enquadramento do escritor timorense Luís Taka.

Atualmente, tecnicamente mais amadurecida, a fotografia assume-se na sua vida como forma de expressão e comunicação, para melhor compreender a sociedade e transmitir o seu ponto de vista. Nos enquadramentos que foca, procura com a sua câmara, realidades testemunhadas e em cada imagem, a singularidade etnográfica de um momento que jamais se repetirá.