Minimalism

A fotografia minimalista baseia-se no conceito da corrente estilística do minimalismo na arte, movimento artístico do século XX. Em arte, o minimalismo procura a simplicidade e recorre ao uso mínimo de elementos formais (forma, cor, linha e textura), na sua composição.
Neste género em fotografia, procura-se, de igual modo, transmitir uma ideia e provocar uma resposta emocional ou fornecer uma experiência visual única, com um mínimo de elementos na sua composição, essenciais para transmitir simbolicamente a ideia no geral.
A fotografia minimalista tem, de igual modo, um conjunto de desafios – principalmente porque o minimalismo está assente na simplicidade, e pode ser complexo eliminar todos elementos desnecessários, exceto os elementos mínimos para a composição. O minimalismo força qualquer fotógrafo a ver o mundo de forma diferente, colocando-lhe o desafio de olhar para além do óbvio e para oportunidades fotográficas singulares.o

Street Photography

É um dos géneros de fotografia cuja definição varia de pessoa para pessoa, e não se cinge apenas a fotografias realizadas na “rua”. O género Street Photography tem vindo a ser associado à cultura urbana, e o seu significado adquiriu uma certa complexidade pela infinidade de variações, de estilos, cores e temas.
Atualmente as mudanças são cada vez mais constantes e, com o avanço da tecnologia, o próprio género também tem vindo a alterar-se, contudo a terminologia “Street Fotography” mantém-se a mesma.
No fundo, como conceito genérico, poder-se-á entender que a Fotografia de Rua é um género de fotografia no qual se procura registar ou captar aspetos da vida quotidiana, em lugares públicos, sobretudo nas cidades, por disponibilizarem cenários bastante variados e distintos, que desafiam a criatividade de qualquer fotógrafo, na procura de imagens espontâneas de pessoas que não se conhece. Porém, o fotografo nem sempre tem como primordial o propósito social, há os que preferem isolar e capturar momentos que, de outra forma, poderiam passar despercebidos.
Deixando as conceções à parte, a Fotografia de Rua não é apenas capturar a realidade, é sim transformar o quotidiano em algo mais do que isso. Trata-se de uma visão individual, e significativa, do que se sente e do que se pretende expressar ao fazer esta ou aquela fotografia. É essa forma de ver o mundo de maneira diferente que se pretende com a Fotografia de Rua, e o segredo para um trabalho impactante depende da capacidade de prestar atenção ao que os outros não verão por si próprios.
Muitas vezes trata-se de olhar para aquela cidade que conhecemos tão bem, e procurar redescobri-la, como se fosse a primeira vez.
Perante a infinidade de fotógrafos de rua e da profusão de imagens que recebemos diariamente através dos nossos dispositivos, torna-se difícil e complexo esse processo de (re)descoberta, na procurar do enquadramento extraordinário que seja digno de registo e de valor significativo.
A grande questão, mais do que nunca, reside em saber o que procurar exatamente?
Para além dos aspetos técnicos, não deixa de ser um processo intuitivo, no qual é possível treinar as nossas mentes para reconhecer oportunidades de fazer boas fotografias.

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